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COP3 e o Procel

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Eficiência energética como base para o desenvolvimento sustentável do Brasil é premissa do Procel. Foto: Olemedia/Getty Images

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) do Brasil celebrou seus 40 anos durante a COP30, mostrando seu papel essencial na promoção da eficiência energética e na modernização sustentável do país.

Criado em 1985, o Procel é uma política pública do Ministério de Minas e Energia, gerida pela ENBPar, que incentiva o uso mais produtivo da eletricidade e combate ao desperdício. Ao longo dessas quatro décadas, o programa gerou uma economia de cerca de 287 bilhões de kWh, o que reflete não apenas em menos consumo, mas também em menos emissão de gases de efeito estufa.

O selo de eficiência energética, que identifica produtos e construções mais econômicas no uso de energia, ajudando os consumidores a optar por escolhas mais sustentáveis.  Além disso, o programa é formado por subprogramas voltados para diferentes frentes: o Procel Reluz, que moderniza a iluminação pública com LEDs; o Procel Edifica, que promove edifícios energeticamente eficientes; e o Procel Educação, que leva o tema da eficiência energética para escolas por meio de metodologias interativas.

Nas áreas urbanas, essas ações já geraram impactos práticos: ao modernizar a iluminação pública, por exemplo, o Procel diminui o consumo de eletricidade e ainda melhora a segurança nos municípios.  No setor educacional, crianças aprendem desde cedo sobre economia de energia por meio de atividades lúdicas, o que ajuda a formar uma consciência mais sustentável para o futuro.

Financeiramente, o Procel é sustentado por recursos da Eletrobras e pela Reserva Global de Reversão (um encargo do setor elétrico), além de fundos internacionais. Nos últimos anos, também tem usado recursos previstos pela Lei 13.280/2016 para investir em eficiência energética.

Para a ENBPar, o Procel é mais do que um programa de conservação: é um pilar para uma “transição energética justa”, unindo inovação, sustentabilidade e competitividade. Na COP30, o Brasil reforçou esse compromisso, mostrando que políticas públicas eficazes podem contribuir diretamente para o desenvolvimento sustentável sem sacrificar o progresso.

Fonte: COP30 por ENBPar

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