Algicultura – Brasil se une à Iniciativa Global de Algas Marinhas na COP30
Na COP30, o Brasil anunciou que vai integrar oficialmente a Iniciativa Global para as Algas Marinhas (UNGSI, na sigla em inglês). Esse movimento é parte de uma agenda mais ampla para tornar o cultivo de algas uma prática sustentável, inclusiva e inovadora.Por que isso é importante?
A produção de algas (algicultura) reúne biodiversidade, bioeconomia e desenvolvimento territorial. Para o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, esse setor pode gerar novas oportunidades para pequenos produtores, pesquisadores e empreendedores. Já a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, destacou que é necessário um marco regulatório baseado em ciência e inovação — algo essencial para que o setor cresça com segurança. Ainda segundo ela, a algicultura pode virar um pilar da “economia azul”: contribuindo para segurança alimentar, adaptação ao clima e criação de empregos dignos no litoral.
Fernanda de Paula, destacou que é necessário um marco regulatório baseado em ciência e inovação — algo essencial para que o setor
Cooperar para crescer
O Brasil participou da criação da iniciativa junto com outros 10 países e instituições internacionais, como a UNCTAD, a FAO, e a WorldFish. Alguns desses parceiros já confirmados incluem Madagascar, Indonésia e França. A ideia é fortalecer a produção, a comercialização e a pesquisa em algas, promovendo uma cadeia sustentável.
Conexão com a COP30
Essa iniciativa faz parte da Agenda de Ação da COP30, dentro do tema “Transformação da Agricultura e Sistemas Alimentares”. O Ministério da Pesca liderou um Plano de Aceleração que foca nos “Múltiplos benefícios climáticos da algicultura”, em parceria com diversas organizações globais.
Voz da comunidade costeira
No painel da COP30, a cozinheira tradicional Aparecida Alves, da Praia de São Gonçalo (Paraty), contou como o cultivo de uma alga chamada Kappaphycus alvarezii já trouxe melhorias para sua comunidade:
- a água ao redor dos plantios ficou mais limpa;
- espécies marinhas voltaram à região;
- as pessoas locais ganharam renda e mais participação nos processos.
Ela reforçou que para a algicultura gerar impacto positivo, é fundamental ouvir quem vive do mar desde o começo.
Potencial climático
Segundo o secretário-executivo do MPA, Edipo Araújo, o cultivo de algas é uma solução promissora para mudanças climáticas:
- tem alta produtividade;
- não compete por terra agrícola ou água doce;
- ajuda a capturar carbono.
Fonte: COP30
Foto: Reprodução/MPA



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